
Tentando fugir à banalidade, por baixo da pista de dança existia o Traitors bar que homenageava os homossexuais ingleses Kim Philby e Guy Burgess, que traíram o seu país para fazerem espionagem pela União Soviética.
Aqui era tudo mesmo diferente, até os posters e flyers que anunciavam os eventos utilizavam materiais e designs originais.

O grande boom do clube deu-se em finas dos anos 80, quando este popularizou a musica "House", que convidava o corpo à dança, sendo esta febre de ritmo "alimentada" à base de ecstasy. DJ's como o Mike Pickering (mais tarde dos M-People), Graeme Park e Dave Haslam, aspadrinavam noites de casa cheia, havendo em algumas delas instalada no meio da sala uma piscina.
Só que em 90 tudo começou a mudar, com grupos de rivais, a ocuparem áreas específicas do clube por causa da droga. O medo instalou-se e os funcionários temiam sempre o pior. Em 91 acontece mesmo uma tragédia com um jovem a morrer de envenenamento provocado pelo ecstasy. Pouco tempo depois, seguranças do clube foram ameaçados com metralhadoras e a polícia viu-se forcada a fechar o espaço. Em 92 a sala foi novamente aberta, mas sem atingir o pico de popularidade que tinha tido anos antes.
Sem conseguir atingir a glória de outras noites, em 97 depois do seu décimo quinto aniversário começou a adivinhar-se o pior. A decadência crescia e a polícia e juízes tiveram de intervir. A tudo isto, juntou-se o facto de as receitas, já não cobrirem as despesas. Os New Order já não podiam levar mais o barco a bom porto.
Morre assim um clube que ainda hoje é recordado com carinho e fica para a história registado em gravações áudio e vídeo.
O Hacçienda serviu a causa e ajudou a colocar Manchester na rota da música ao lado da editora Factory.
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